NO GERAL A análise comparativa é a base de uma boa argumentação. Mas, às vezes, pontos genéricos simplesmente não funcionam — o que é especialmente verdade para as casas baixas dos debates BP, onde é preciso ter um pouco mais de cuidado com a análise comparativa com que se engaja. Às vezes, a melhor forma de ganhar rondas é pensar muito bem sobre qual é o contrafactual ou comparativa real, e construir bons argumentos sobre essa comparativa. Neste documento, vou apresentar alguns exemplos de como isto funciona e, em seguida, dar algumas dicas gerais sobre como gerar comparativas mais complexas e inovadoras. BOM USO DAS COMPARATIVAS Muitas vezes, os debates parecem bastante claros: podes antecipar o clash principal e podes prever, com bastante precisão, qual o material que será apresentado. Para tornar as coisas mais interessantes, no entanto, é útil investigar se existe uma melhor comparativa a ser trazida, e fazer uma análise comparativa com base nisso. Vamos analisar a...
Avisos Prévios: Estas problemáticas são complicadas, portanto, façam a vossa própria leitura e tenham uma opinião crítico em relação a tudo o que digo. Não se esqueçam que argumentos filosóficos não são adequados a todos os debates. Alguns debates podem ser puramente filosóficos, mas a vasta maioria dos debates que irão realizar na vossa carreira de debate não estarão desenhados para serem debates filosóficos. Daqui se segue que, na maioria das rondas, deve-se ter cautela na escolha de aplicação de argumento baseados em princípios/moralidade – afinal, estes argumentos tendem a possuir um ónus de prova bastante elevado e tendem a ter dificuldades em ganhar debates! TL;DR¹ - se estás a debater uma moção sobre, digamos, sanções, não escolham abrir um 1ª Governo questionando retoricamente se a nossa existência é real ou se vivemos numa simulação. A Moralidade funda-se na intuição – ou, pelo menos, argumentos filosóficos em rondas de debate provam-se melhor quando se mostra que eles se ali...