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15# Comparativas marotas e onde habitam

NO GERAL A análise comparativa é a base de uma boa argumentação. Mas, às vezes, pontos genéricos simplesmente não funcionam — o que é especialmente verdade para as casas baixas dos debates BP, onde é preciso ter um pouco mais de cuidado com a análise comparativa com que se engaja. Às vezes, a melhor forma de ganhar rondas é pensar muito bem sobre qual é o contrafactual ou comparativa real, e construir bons argumentos sobre essa comparativa. Neste documento, vou apresentar alguns exemplos de como isto funciona e, em seguida, dar algumas dicas gerais sobre como gerar comparativas mais complexas e inovadoras. BOM USO DAS COMPARATIVAS Muitas vezes, os debates parecem bastante claros: podes antecipar o clash principal e podes prever, com bastante precisão, qual o material que será apresentado. Para tornar as coisas mais interessantes, no entanto, é útil investigar se existe uma melhor comparativa a ser trazida, e fazer uma análise comparativa com base nisso. Vamos analisar a...
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14# Ética - Filosofia em Debate

Avisos Prévios: Estas problemáticas são complicadas, portanto, façam a vossa própria leitura e tenham uma opinião crítico em relação a tudo o que digo. Não se esqueçam que argumentos filosóficos não são adequados a todos os debates. Alguns debates podem ser puramente filosóficos, mas a vasta maioria dos debates que irão realizar na vossa carreira de debate não estarão desenhados para serem debates filosóficos. Daqui se segue que, na maioria das rondas, deve-se ter cautela na escolha de aplicação de argumento baseados em princípios/moralidade – afinal, estes argumentos tendem a possuir um ónus de prova bastante elevado e tendem a ter dificuldades em ganhar debates! TL;DR¹ - se estás a debater uma moção sobre, digamos, sanções, não escolham abrir um 1ª Governo questionando retoricamente se a nossa existência é real ou se vivemos numa simulação. A Moralidade funda-se na intuição – ou, pelo menos, argumentos filosóficos em rondas de debate provam-se melhor quando se mostra que eles se ali...

13# Notas sobre Refutação

Se alguma vez incluíres refutação mitigatória, ou seja, "eles afirmam X, mas na verdade não é tão forte quanto dizem, mas mesmo que continue a ser verdade", certifica-te de que fazes o weighing do teu material ofensivo contra esse argumento mitigado para provar por que razão vences esse argumento. De outra forma, a refutação mitigatória não te traz qualquer benefício real — não te coloca comparativamente a frente no debate. Seja generoso ao refutar afirmações, especialmente em primeiras casas — o facto de uma equipa ter feito um mau trabalho ao construir um argumento não significa que devas simplesmente descartar o argumento como sendo terrível; em vez disso, refuta o argumento como se ele tivesse sido melhor apresentado (ou "na sua melhor versão"). Especialmente na primeiras casas não há problema em sinalizar onde faltou análise/mecanização a uma equipa adversária, mas certifica-te de refutar também o argumento mais amplo, ou seja, como se este tivesse sido mecaniz...

12# Princípio do Poder do Estado

Premissa 1: O Estado restringe a nossa liberdade através das suas leis; em particular, os Estados roubam-nos ao tributar os nossos rendimentos sob ameaça de punição, e fazem cumprir as suas leis através da detenção e encarceramento contra a nossa vontade. Os benefícios fornecidos pelo Estado, como estradas ou hospitais, não justificam a violência do Estado, porque as ofertas benéficas só são legítimas se forem passíveis de recusa. Por exemplo, se eu cortar o teu relvado sem pedir autorização, não posso depois roubar vinte euros da tua carteira. Premissa 2: Não consentimos na restrição da nossa liberdade pelo Estado: a lotaria do nascimento significa que não podemos escolher o Estado em que nascemos e, embora possamos mudar-nos para outros Estados, não há forma de escapar ao controlo de um Estado (afinal, não existem grandes extensões de terra não reclamada). Premissa 3: Uma vez que o Estado restringe violentamente a nossa liberdade através das leis e não podemos consentir nessas ...

11# Gerar Argumentos

Visão Geral Este documento foca-se num objetivo específico: gerar conteúdos - ou seja, ter ideias de argumentos durante o prep time. Para conselhos sobre como estruturar ou formatar argumentos, ou sobre como torná-los mais persuasivos e difíceis de refutar, consulta outros documentos e apontamentos. Conselhos Básicos Por mais óbvio que pareça, em algum momento do prep time deves reservar um ou dois minutos para pensar simplesmente nos argumentos mais evidentes. O objetivo é construir uma lista de ideias muito óbvias, muito intuitivas e relativamente fáceis de provar. Aqui estão algumas perguntas que te podem ajudar a descobri-las: Se uma pessoa qualquer na rua ouvisse (e percebesse) esta moção, qual seria a sua primeira reação? Exemplo: Oposição em “Esta Casa tornaria obrigatória a representação significativa dos trabalhadores nos conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa.” A pessoa comum reagiria provavelmente a dizer que os trabalhadores vão implesmente tomar más decisõ...

10# Moções de Ação

 O que são Moções de Ação? Moções de ação estão estruturadas como “EC [verbo de ação] X” ou “EC acredita que Y deveria fazer X". Esses debates geralmente impõem um ônus de prova no time do GOV, o que também significa que GOVs têm o poder do fiat , que assume que a moção pode ser implementada Notas Gerais Sobre Moções de Ação Sempre pense no porquê uma moção de ação ter sido definida: qual problema a CA quer que seja debatido? O que precisa ser melhorado no status quo ? Geralmente é útil fazer esta pergunta e, desta forma, construir casos com a lógica de resolução de problemas Conselho para OPs: pergunte-se se há uma brecha entre o problema e a solução, i.e., é verdade que o problema identificado pelo GOV é solucionado do lado deles? É verdade que a proposta deles de fato resolve o problema? Os times de GOV geralmente são bons em identificar o que precisa mudar, mas constantemente tem dificuldades em identificar como a moção age como uma solução efetiva! Destaque isso – vai ser de ...

9# Argumentos Básicos sobre Movimentos Sociais

  Aqui estão alguns dos argumentos mais comuns que surgem em debates sobre justiça social! Palatabilidade — Movimentos sociais necessitam de “aprovação” por parte dos moderados de forma a conseguir mudanças. Movimentos sociais precisam de convencer pessoas a mudar o seu comportamento (ex. Para evitar micro agressões e mudar as suas opiniões sobre assuntos sociais, como a maneira que encaram grupos minoritários) e para apoiar iniciativas legislativas e políticas de acordo com os objetivos desse movimento. Movimentos têm que apelar aos moderados persuasíveis de forma a ter esta “aprovação”, o que significa que estes movimentos têm de aparentar ser o mais palatável possível para os swing votes cruciais necessários para alcançar mudança política significativa. Exemplo: EC, enquanto movimento ambientalista, abraçaria o veganismo de escolha. GOVs podem argumentar que a perceção externa sobre o movimento social se torna mais aceitável quando abandonam advocacia ...